Comitiva do Rio Grande do Norte contou com: Marcelo Naliato, representando o Grupo Praiamar; Raoni Fernandes, presidente da Emprotur; Samira Samara, do Grupo El Aram; Wanderson Borges, do Preserve Pipa; Edmar Gadelha, presidente da ABIH-RN; Newton Mousinho, Gerente de Promoção Internacional da Emprotur; Michaela Bitarello, do Pipa Convention & Visitors Bureau, entre outros participantes. Foto: Divulgação.
A Praia de Pipa entrou em campo na Europa com uma estratégia clara. Levar o destino até onde o fluxo internacional é decidido. A participação no Meeting Brasil Europa, realizado no fim de abril, reforça esse movimento.
Mais do que presença institucional, a ação revela um posicionamento. Pipa passa a trabalhar sua internacionalização com base em experiência, agenda própria e articulação direta com o trade europeu.
Europa entra como eixo estratégico
A comitiva do Rio Grande do Norte percorreu Lisboa, Porto e Madri, apresentando o destino a agentes de viagens, operadores e profissionais do setor.
Participaram representantes do Preserve Pipa e do Pipa Convention & Visitors Bureau, acompanhados por nomes do trade e da promoção turística, como Raoni Fernandes, presidente da Emprotur, e Edmar Gadelha, presidente da ABIH-RN.
A lógica da ação é direta. Presença física para construir relacionamento e acelerar conversão.
Integração do trade sustenta posicionamento
O movimento de internacionalização não nasce isolado. Ele é resultado de articulação entre setor privado e entidades locais.
“A gente entende que o turismo precisa ser pensado de forma integrada. O Preserve Pipa nasce justamente dessa união do trade para fortalecer o destino com responsabilidade, garantindo crescimento econômico aliado à preservação ambiental e ao envolvimento da comunidade”, afirma Wanderson Borges.
Esse ponto é central. O destino se posiciona com discurso alinhado à sustentabilidade e à experiência, dois vetores que hoje influenciam a escolha internacional.
Eventos entram como motor de atração
Durante a agenda em Portugal, a comitiva participou de reunião institucional com a Embratur, reunindo trade, imprensa e players do setor.
Na pauta, um tema específico. O papel de eventos esportivos e culturais na geração de fluxo turístico.
É nesse contexto que o Mana Fest ganha protagonismo.
Mana Fest transforma estilo de vida em produto turístico
O Mana Fest chega à quinta edição entre 4 e 13 de dezembro de 2026, com expectativa de reunir cerca de 500 atletas e cinco mil visitantes.
O evento combina esporte, cultura e sustentabilidade. Seis modalidades entram no calendário: canoa havaiana, natação, surf, beach tênis, altinha e lifesaving.
Para Michaela Bitarello, o festival traduz o posicionamento do destino. “O Mana Fest é um dos exemplos de como conseguimos transformar o estilo de vida de Pipa em uma experiência turística estruturada. Ele dialoga com tendências globais como bem-estar, natureza e sustentabilidade, e reforça o potencial do destino para atrair públicos internacionais”.
A programação inclui ainda a participação de Tamara Klink, com a palestra “Nossos Oceanos”.
Impacto econômico reforça estratégia
Além do posicionamento internacional, o evento já mostra resultado local.
Na edição mais recente, movimentou mais de R$ 3,7 milhões, impactando diretamente hotelaria, gastronomia, comércio e transporte.
O efeito é claro. O evento não apenas atrai visitante. Gera permanência e distribui receita.
Leitura do Mercado | Turismo&Eventos
Pipa muda o eixo da promoção. Sai da dependência de sol e mar e entra na construção de agenda própria.
Isso pressiona destinos do Nordeste que ainda operam com oferta passiva.
Evento estruturado vira ativo de venda internacional. Quem não tiver calendário consistente perde espaço.
A disputa não é mais só por paisagem. É por experiência que gere viagem.

